terça-feira, 8 de setembro de 2009

Cinema: 66º Festival de VenezaConcorrente ao Leão de Ouro, "Lebanon" revê guerra no Líbano em 1982

Concorrente ao Leão de Ouro, "Lebanon" revê guerra no Líbano em 1982

A primeira Guerra do Líbano, de junho de 1982, que foi tema da animação "Valsa com Bashir" (2008), de Ari Folman, voltou a ser abordada em outro filme israelense, "Lebanon". Dirigida por Samuel Maoz, a produção compete ao Leão de Ouro no Festival de Veneza.

Como acontecia no filme de Folman, o roteiro de "Lebanon" revisita as memórias pessoais do diretor, que atuou como soldado naquela guerra, em que Israel invadiu o Líbano.

Num clima claustrofóbico, o filme se passa o tempo todo dentro de um tanque. Nele, ficam três soldados, que recebem sucessivas visitas de um major. Os três soldados jamais saem dali. Só o armeiro vê alguma coisa do lado de fora pela pequena escotilha que lhe serve para mirar.

Na coletiva de imprensa, nesta tarde de terça (8), o diretor contou que o roteiro, também de sua autoria, surgiu de uma recordação pessoal de seu primeiro dia na guerra, na qual lutou quando tinha 20 anos. Os atores ficaram trancados num local pequeno, barulhento e quente, como o ambiente do tanque, para absorver a sensação real da situação vivida por Maoz.

O diretor e roteirista explicou o caráter de "Lebanon": "O filme não é pessoal num sentido documental. Alguns dos fatos ali não aconteceram realmente assim. Queria usar a memória subjetiva. Não quero que o público só entenda o que aconteceu e sim que sinta. É preciso sentir-se dentro do tanque para entender o que passaram os personagens, ver o que eles veem".

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