quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Desemprego no Brasil é o menor desde 2002

O desemprego brasileiro teve recorde de baixa em dezembro e em 2010, mostrando que o mercado de trabalho superou os impactos causados pela crise financeira global, com a geração líquida de quase 800 mil novos postos de trabalho e recorde na formalização.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta quinta-feira que a taxa nas seis regiões metropolitanas do país pesquisadas caiu para 5,3 por cento em dezembro, ante 5,7 por cento em novembro. Foi o menor patamar da série histórica iniciada em março de 2002. Economistas consultados pela Reuters projetavam 5,1 por cento.
Em 2010, o desemprego médio foi de 6,7 por cento, também o menor desde 2002, contra 8,1 por cento em 2009.
"Estamos em uma nova configuração para o mercado de trabalho... Parece um outro país", disse o economista do IBGE Cimar Pereira Azeredo. "O que aconteceu em 2010 foi um reflexo claro e evidente do cenário econômico no mercado de trabalho."
O IBGE acrescentou que a população ocupada na média de 2010 atingiu o recorde de 22,019 milhões. De 2009 para 2010, o número de ocupados cresceu 3,5 por cento, maior crescimento percentual desde o início da série.
Já o contingente de desocupados atingiu em 2010 o menor patamar da pesquisa ao fechar em 1,591 milhão, queda de 15 por cento sobre o ano anterior.
FORMALIZAÇÃO E RENDA
Os dados mostraram ainda que o emprego com carteira assinada em 2010 bateu recorde, ao alcançar 46,3 por cento dos empregados, ante 44,7 por cento antes, alcançando 10,191 milhões.
"Você tem uma economia que favorece isso. Além disso, contratar sem carteira na empresa se tornou mais arriscado com a fiscalização mais intensa", disse Azeredo. "Há um avanço expressivo da formalização, mas ainda há um contingente grande na informalidade."
Houve uma ampliação da formalização em todos os segmentos em 2010, sendo que no segmento de prestação serviço atingiu quase 70 por cento do contingente ocupado. Na construção civil, a formalização subiu para 36,8 por cento.
No embalo do crescimento econômico e do avanço da formalização, o rendimento do trabalhador cresceu 3,8 por cento em 2010 na comparação com o ano anterior.
"A inflação tem um peso sobre um progresso mais tímido do rendimento. Ficou mais baixo do que se poderia esperar visto que teve mais carteira assinada. A inflação funciona como uma espécie de barreira para o rendimento", disse o economista do
IBGE.
No ano passado, o rendimento médio ficou em 1490,61 reais, maior nível da série histórica, ante 1436,69 reais em 2009. São Paulo ficou com o maior rendimento nacional, de 1615,73 reais, enquanto o menor foi visto em Recife, de 1051,11 reais.

Veja matéria: Reuters

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